O engagement, não sendo um conceito abstrato, é um dos fatores que mais distingue empresas que prosperam daquelas que lutam para manter os seus talentos e atrair outros, conquistar e nutrir clientes e gerar impacto sustentável. Mas afinal, o que significa verdadeiramente engagement e por que razão é tão crítico para o sucesso das organizações?
O engagement supera conceitos como satisfação ou motivação momentânea, estando ligado ao compromisso genuíno de um colaborador com a organização, ao envolvimento emocional de um cliente com uma marca ou à ligação duradoura de um investidor ou parceiro com um projeto.
Vários estudos nos dão dados concretos, segundo a Gallup – State of the Global Workplace Report (2023) – Empresas com colaboradores engajados são 17% mais produtivas e 21% mais rentáveis do que as que não priorizam o engagement. Também a Gallup – Employee Engagement Series – nos diz que empresas com altos níveis de engagement registam até 40% menos turnover, especialmente em setores com elevada rotatividade. A Harvard Business Review e a Gallup referem-nos que Clientes altamente engajados têm um Customer Lifetime Value (CLV) 52% maior, ou seja, gastam mais e permanecem fiéis por mais tempo. Ainda, também da Gallup – Business Case for Employee Engagement – podemos verificar que empresas com equipas altamente engajadas apresentam 21% mais lucro e um aumento de 10% na satisfação dos clientes.
O engagement precisa de ser cultivado ativamente através de estratégias bem definidas:
Criando uma Cultura de Propósito e Significado!
As pessoas querem fazer parte de algo maior. Empresas que comunicam claramente o seu propósito e alinham as suas ações com valores autênticos geram um sentido de pertença e motivação. A Patagonia incentiva os seus colaboradores a participarem em iniciativas ambientais, reforçando a ligação entre os valores da marca e o trabalho diário.
O engagement nasce da confiança. Manter uma comunicação aberta e um feedback ativo e envolver as equipas na tomada de decisão, são práticas essenciais para criar um ambiente de compromisso e colaboração. A Netflix adota uma política de transparência radical, onde os colaboradores têm acesso a informações estratégicas da empresa, aumentando a sua responsabilidade e envolvimento.
As pessoas querem crescer e sentir que o seu esforço é valorizado. Criar oportunidades de desenvolvimento profissional e reconhecer o bom desempenho são fatores-chave para manter equipas engajadas. A Salesforce oferece programas contínuos de formação e um sistema de reconhecimento público que incentiva a inovação e a dedicação.
O engagement começa no topo. Líderes que inspiram, motivam e mostram vulnerabilidade criam equipas mais alinhadas e comprometidas. A liderança não é apenas sobre resultados, tem de ser sobre pessoas (o link é claro), nunca esquecendo que o próprio líder também é pessoa (Ver Artigo Líderes e Saúde Mental https://empowerthink.pt/lideres-e-saude-mental/)
Cultivar engagement não é apenas uma questão de política interna, é um fator estratégico que impacta diretamente a sustentabilidade e o sucesso a longo prazo.
O desafio é claro: como podemos criar ambientes onde o engagement seja não uma exceção, mas a norma? Há que repensar as abordagens e colocar as pessoas no centro da estratégia.
E aqui poderíamos abordar a Employee Experience, mas fica para o próximo artigo. Não perca!
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